quarta-feira, 26 de abril de 2017

Minha Experiência com a Cannabis Sativa


Não tenho nada contra a liberação da maconha, mas acho é preciso pesar e repesar muito este ato, pois ela é a "porta de entrada" para drogas mais "nocivas". Não estou falando isso por preconceito ou por puritanismo, estou falando com conhecimento de causa. Tive e tenho vários amigos e colegas de trabalho que são usuários, mas usam numa boa: não incomodam nem prejudicam ninguém. Inclusive tem um desses amigos (o McLaren) que faz uso desde bem jovem, pois praticamente a família dele toda é usuária: pais, irmãos, tios, primos... E agora são os sobrinhos. E, por acaso, dois sobrinhos desse amigo, são meus sobrinhos netos. Para mostrar que eu tenho mais conhecimento de causa, o meu filho começou com esta “inofensiva” maconha, e hoje é usuário de crack (como ele diz: é “desbloqueado”, usa tudo). Como vocês podem ver, eu praticamente convivo nesse meio, pois tenho filho, amigos, sobrinhos e ainda tem os agregados: os primos da minha esposa também são usuários. Conversando com o MacLaren sobre esta liberação, ele me disse ser contra, porque tem muito usuário "vacilão". E apontou meu filho como um exemplo.  

O que eu quero frisar bem é que, assim como o álcool, tem pessoas que usam e não se tornam tão dependentes. Então não cometem atos que incomodam ou prejudicam a Sociedade. Se todos que usassem essa “inofensiva folhinha" só ficassem “numa boa”, fazendo suas musicas, pintando seus quadros ou simplesmente rindo à toa, seria ótimo. Mas tem pessoas que se tornam agressivas, tem pessoas que “fazem a cabeça” para criar coragem e praticarem assaltos, tem pessoas que usam esta “bendita folha" para outras coisas, que não é ficar “numa boa”. 

Como eu disse antes, meu filho começou a consumir esta “bendita erva”, e agora está consumindo a “maldita pedra”. Imaginem o trabalhão e o prejuízo que ele tem dado aqui em casa, roubando e quebrando tudo.   Ainda bem que o meu filho só faz essas coisas aqui em casa. Mas os primos da minha esposa, dois já estão “do outro lado”, um está sumido e outro foragido, justamente porque foram roubar ou procuraram confusão. Minha sobrinha (neta) (aquela da família de usuários) já foi presa duas vezes. Na primeira vez minha sobrinha (a mãe dela) se virou e arranjou um advogado para soltá-la. Na segunda vez ela passou uma temporada na detenção. Tem três amigos meus de infância que ficaram malucos. Deguinha, até pouco tempo atrás eu o encontrava pelas bandas do Pelourinho, completamente maluco. Negão, a última vez que eu o vi foi querendo parar um ônibus (pensou que era super-homem). Se o motorista não freasse, teria matado ele. Depois disso ele sumiu do mapa. O único que ainda vejo é Amintas. Eu sempre o encontro indo para o CAPS (centro de saúde mental), onde ele faz tratamento. Ele me reconhece, fala comigo, mas está “lerdão”...

Eu poderia citar outros exemplos, mas acho que só estes já são o suficiente para fazer com que os adeptos da liberação pensem bem. Acredito que tudo é uma questão de personalidade. Tanto o álcool como as drogas liberam o inconsciente da pessoa. Tem gente que libera o lado bom. Porém tem gente que libera o lado mau, o reprimido, o humilhado. Pensem bem, senhores deputados e senhores usuários que querem fazer uso “licitamente”.

A.J. Cardiais
21.03.2014
imagem: google

2 comentários:

Ana Bailune disse...

Sendo ilegal, a maconha sustenta o crime. cada cigarro de maconha consumido, representa alguém que foi assassinado, uma família que perdeu um de seus membros, um grupo de bandidos que aterroriza uma comunidade.

A. J. Cardiais disse...

E como o governo faria, para comercializar a maconha? Cobrando impostos dos "agricultores", dos fabricantes e dos comerciantes? Cadastrando os usuários e vendendo em postos autorizados? Num país como o nosso, cheio de pessoas expertas (principalmente políticos e "autoridades") que só gostam de levar vantagem em tudo (lei de Gerson), torna-se muito difícil qualquer coisa.