domingo, 22 de janeiro de 2017

Deus e os Políticos



Deus é tão bom, que nos deu o livre arbítrio, e só se “intromete” em nossa vida se nós chamarmos por Ele, se nós entregarmos nossa vida a Ele. Fora isso, Ele fica observando o nosso comportamento. Não adianta nós apelarmos para Deus, para resolver a situação da política no Brasil. Para Ele resolver esta situação, Ele teria que ser chamado pelos políticos, e entrar no coração de cada um deles. Vocês já imaginaram um político pedindo a ajuda de Deus para governar com sabedoria e honestidade? Eu acho que não. Os políticos se sentem os deuses. Afinal eles mandam e desmandam aqui embaixo, sem medo de nada. Eles sabem que Deus não “castiga” ninguém, então jogam duro sem nenhum temor. Aliás, acho que eles nem se lembram que Deus existe. E se falam o nome Dele deve ser como um adjetivo: Deus queira que dê tudo certo! Ou como uma apelação para conseguir votos dos pobres coitados. Aí alguém diz: mas tem vários políticos cristãos! Eu pergunto: eles estão fazendo o que o Mestre mandou? Eles estão “repartindo os pães”? Por quê que eles não fizeram (ou fazem) como o deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF): abrem mão de todas as vantagens, de todas as mordomias?  

Uma vez político, sempre político. Eles seguem os mandamentos do partido, não os de Deus. Eu não sei quantos são os políticos que “se dizem Cristãos”, mas se eles imitassem o deputado José Antonio Reguffe, já seria uma grande ajuda. Eles estão preocupados é com coisas que não vão melhorar em nada a vida dos pobres coitados. Ficam discutindo é a questão do aborto, o casamento entre homossexuais... Estas bobagens que não “infloi nem contriboi” para o bem estar dos cidadãos.  
Eu digo e repito: esses políticos que estão no Poder não querem ajudar a mudar nada... Não tem esquerda, não tem direita, não tem lado nenhum que esteja pensando no povo. Se tivesse algum, estaria fazendo como o deputado José Antonio Reguffe: abrindo mão das mordomias.

A.J. Cardiais
11.11.2011
imagem: google

sábado, 21 de janeiro de 2017

Professor - Profissão em Extinção


Meu neto, de dez anos, estava dizendo para minha esposa que quando ele fizesse 16 anos, ele queria se casar e ter um filho. Como ele já havia falado isso algumas vezes (quando era bem menor), nós não ficamos espantados. Então minha esposa falou para ele: você quer ficar igual ao seu pai, é? Rapaz, você tem que pensar é em estudar, em se formar, em ser um professor, um... Depois de falar em professor, quando minha esposa ia falar outra profissão, meu neto gritou: Deus me livre de ser professor! Ficar aguentando aqueles pestinhas?  
Vejam bem: uma criança já sabe o que um professor sofre. Será que os adultos, principalmente os governantes, não sabem? A criança só falou no lado “desgastante” da profissão. Ela nem imagina o lado financeiro. Um professor, se quiser ganhar “um pouquinho mais”, tem que trabalhar os três turnos: manhã, tarde e noite. Conheci uma professora que ficava o dia todo no colégio: chegava às 7 horas da manhã e saía às 10 horas da noite, porque não dava tempo de ir em casa e voltar. Então ela levava marmita etc, para ficar “acampada” no colégio.
No meu tempo de menino, ser professor era uma profissão de respeito. As crianças queriam ser professores, a Sociedade respeitava os professores... Tudo isso porque reconheciam o valor da profissão. Reparem bem: os médicos, os cientistas, os advogados, os engenheiros... Todos tiveram que aprender as primeiras, segundas e terceiras letras, através de um professor. 
Muitos deles viraram políticos. E como políticos deveriam ser os primeiros a se preocuparem com a Educação, com os professores. Será que eles não reconhecem isto? Como dizem que um povo “ignorante” é mais fácil de ser manipulado, talvez seja este o motivo dos políticos não darem prioridade à Educação, pois eles só pensam no Poder e não no povo. Pelo andar da carruagem, se não acontecer um “milagre divino” (já que os evangélicos estão assumindo o Poder), ou se o POVO não acordar a tempo de mudar esta política imunda, o Brasil está fadado a viver na “escuridão”. Sendo assim, o povo será facilmente manipulado e dominado pelos “sábios” dos Poderes políticos e religiosos.

A.J. Cardiais
10/10/2013
imagem: google

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Vivendo os Sonhos


Tenho a impressão
de que meus sonhos
nunca se realizarão,
porque já vivo eles.

A.J. Cardiais
13.01.2017
imagem: google


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Creio em Deus Pai


Acredito em Deus, porque o HOMEM mais importante que passou pelo planeta Terra, disse que Ele existe. Então se Jesus disse que Deus existe, quem sou eu para contestar, para pedir provas? Então creio, e ponto final. Mas confesso que fico fazendo minhas observações, minhas anotações, tentando entender a finalidade de tudo isso: a vida, a natureza, os astros etc.  Observo que alguns cientistas e alguns intelectuais ficam, praticamente, "desfazendo" de Jesus; demonstrando uma descrença no Mestre. No entanto eles acreditam em Aristóteles, em Platão, em Sócrates, em Nietzsche... Jesus foi um grande filósofo. Ele pregou a simplicidade e a humildade. Se a humanidade seguisse o que Jesus ensinou, o planeta Terra talvez fosse um paraíso. Jesus não tem culpa se as "autoridades religiosas" distorceram e distorcem, tudo que ele ensinou. Um bom exemplo é sobre a humildade e a simplicidade: Jesus não só pregou: ele conviveu com as pessoas simples e humildes. No entanto hoje, o que mais estas "autoridades religiosas" ostentam é poder e riqueza. Enquanto Jesus pregava o conforto espiritual, estas "autoridades" falam do conforto material. Praticamente tudo que Jesus pregou, estava mais voltado  para o plano espiritual:
Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os humildes, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Jesus disse: "Não julgue, para não ser julgado. Não condene, para não ser condenado". No entanto o que mais nós assistimos são as "autoridades religiosas" julgando, condenando e, o pior de tudo: incitando o ódio. Será que estas "autoridades" são realmente representantes do Mestre? No meu tempo de menino, eu sempre escutei estórias de que o demônio tentava as pessoas, oferecendo bens materiais.

A.J. Cardiais
06.01.2017
imagem: google


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

As Tribos Sociais



Uma explicação para esta “enchente” nas religiões evangélicas, é que as pessoas estão descobrindo que é mais cômodo fazer parte de uma “tribo”. E como a “tribo” que mais ataca os incautos é a evangélica, ela é a que mais cresce. Aí os fiéis vão enfrentado a vida com o “escudo da tribo” na frente, seguindo um caminho já “traçado” pelo pastor.  Leiam um “pedaço” do texto enviado por Porantim à página Livre Pensamento, do facebook:

“Um estudo recente, feito por pesquisadores de uma universidade de Ontario, no Canadá, chegou a conclusões bastantes interessantes: adultos de baixo QI ou com dificuldades cognitivas tendem a ter atitudes conservadoras e preconceituosas (racismo, homofobia, machismo etc).
Os dados levam a crer que as pessoas menos inteligentes se sentem atraídas por ideologias conservadoras, porque estas exigem menos esforço intelectual, pois oferecem estruturas ordenadas e hierarquizadas, onde o indivíduo pode se sentir mais confortável. É bom deixar claro que inteligência nada tem a ver com escolaridade”.


Imaginem uma pessoa pobre, praticamente excluída dos “prazeres” que a mídia propaga, entrando num mundo de cânticos e louvores, no meio de pessoas “bem vestidas”, perfumadas e tratando ela como uma igual... Deve ser deslumbrante.  A mesma coisa serve para os jovens que fazem parte de grupo neo nazistas, punks, torcidas organizadas  etc. Tem também as outras religiões, mas a evangélica é a única que não espera que a pessoa a procure. Ela ataca a pessoa na sua casa ou na rua, com a desculpa de que vai levar “a palavra”. Esta “palavra” resume-se a aumentar o rebanho. E quanto maior o rebanho, maior o PODER. Não nego os benefícios que AS RELIGIÕES trazem à Sociedade, quando realmente recuperam  alcoólatras, drogados etc. Eu enfatizei “as religiões” porque já vi pessoas serem recuperadas pelo Candomblé, pelo Espiritismo, pelo Catolicismo e pelo Hare Crisna. Tudo depende da força de vontade e da fé de cada um.

A.J. Cardiais
10/04/2013
imagem: google

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Tudo é Uma Questão de Fé


Vejo pessoas que se dizem evangélicas dando depoimentos de que estavam com a vida assim, estavam com a vida assada, e depois que passaram a frequentar a igreja tal, suas vidas começaram a mudar: o marido deixou de beber, eles que tinham perdido tudo, agora conseguiram muito mais etc, etc e tal. Eu aprendi, desde menino, que o demônio também tem poderes. Principalmente o de dar fortuna, em troca da alma da pessoa. Olha que nesses contos da carochinha, sempre havia um fundo de verdade. Se alguém me disser que procurou uma dessas igrejas porque estava com alguma doença ou alguma coisa pessoal, e chegando lá conseguiu a cura, não vou duvidar. Jesus sempre tentou mostrar o poder da fé às pessoas. Ele era tão humilde que, quando as pessoas agradeciam por Ele tê-las curado, Ele sempre dizia: “Tua fé te curou”. Então são estes os “milagres” que ocorrem nestas igrejas. Vou dar um exemplo: se você procurar um charlatão (mas você não sabe que é charlatão), ACREDITANDO que ele resolverá seus problemas, você já estará com 90% de probabilidades de resolver seus problemas. Os outros 10% vai depender dos “rituais” que o charlatão fizer, para convencê-lo. Então é por aí que a banda toca.

A.J. Cardiais
04/03/2013
imagem: google

Viver é Morrer de Amores


Quem não ama não vive: vegeta. Pela simplicidade da frase, alguém já deve ter dito (ou escrito) isso. O título desta crônica também, se não estou enganado, é de uma musica. Bem, mas “tomando emprestado” ou não, a frase e o título, eu pergunto: que sentido tem a vida de quem não ama nada, nem ninguém? Eu me refiro aqui a um amor geral, mais ampliado. Não estou me referindo ao amor homem x mulher. Este, muitas vezes, se torna uma coisa obsessiva, doentia. A pessoa fica presa e quer manter o “objeto” da sua obsessão preso também. Eu quero saber do amor que liberta, que dá sentido e sabor ao ato de viver. Neste sentido eu posso dizer que sou rico: tenho vários amores. Quando um não resolve o meu problema, busco outro. E assim vou levando a vida, ou deixando que ela me leve. É por isso que eu gosto de dizer que o amor é meu combustível: sem amor eu não ando. Até o ato de escrever, eu só faço por amor, por prazer. Talvez se fosse “por dever”, eu não conseguisse escrever nada. É justamente por isso que eu não gosto de me “intitular” de escritor. Clarice Lispector se dizia amadora, talvez por isso: só escrevia por amor. Escritor para mim é aquela pessoa que para, pensa e escreve. Já vive “programada” para escrever. Eu nunca me programei para nada. Gosto de viver à mercê da inspiração. Sou como Dorival Caymmi: as indústrias fonográficas queriam que ele “produzisse musica”, mas ele só fazia quando tinha inspiração. Mas, voltando ao título, tem gente que tem um amor só: o amor ao dinheiro, ao luxo... Essas pessoas às vezes nem tem dinheiro, nem luxam, mas vivem se deslumbrando com as que tem e ficam se exibindo, para deleite dos pobres amadores. Outras, por não conseguirem amar as pessoas, amam seu carro, seu bicho de estimação, sua plantinha, sua casa, sua religião, seu time... E assim vão morrendo aos poucos.
A.J. Cardiais
22/09/2013
imagem: google

domingo, 15 de janeiro de 2017

Amador


Quem está aprendendo alguma coisa, deveria ser chamado de aprendiz ou iniciante, não de “amador”. Amador é quem faz algo por amor. Às vezes a diferença entre amador e profissional é só porque um faz por amor e o outro faz por dinheiro. Então o amador deveria ser mais valorizado, porque tem muitos “profissionais” que trabalham sem amor nenhum à profissão. Infelizmente o que faz alguém ser chamado de “profissional” é só porque sobrevive daquilo. 
Quantos escritores podem ser considerados profissionais? Poucos, não é? Uma vez li um escritor dizendo que o único escritor no Brasil que vivia só de livros, era Jorge Amado. Isso naquela época, porque agora tem o Paulo Coelho e deve ter mais meia dúzia.

O que faz um escritor ser considerado profissional?  É só editar um livro? É editar um livro e fazer parte da Academia Brasileira de Letras? 
No tempo de Drummond, Bandeira  etc, quando a poesia era mais “consumida”, todos os poetas sobreviviam como cronistas de jornais ou trabalhando em outras coisas. Nunca li algo dizendo que eles sobrevivessem de literatura. Será que eles eram considerados “amadores” na época?
Vender livros hoje em dia está muito difícil. Além do povo não ser muito chegado à leitura, os livros estão muito caros. O povo não tem dinheiro nem para se alimentar direito. Como viver de livros? Conheço alguns poetas que se esforçam para editar um livro, e depois saem vendendo de bar em bar... Tem muita gente que compra, só por comprar. Quando chega em casa joga o livro em um canto ou fica usando para “guardar contas”.
Uma vez encontrei uma amiga, que eu sabia não ter a menor simpatia por poesia, com o livro de um poeta (conhecido meu) nas mãos. Aí eu falei: eu conheço esse poeta, nós já participamos de alguns grupos e eventos. Onde você comprou? Ela respondeu: eu estava em um bar com meu namorado, aí ele chegou, perguntou o nosso nome, escreveu e: dez reais.  Eu ia até perguntar se ele te conhecia, mas desisti. Então eu falei: poxa menina, deveria ter perguntado! Eu queria saber o que ele iria dizer... Depois você me empresta esse livro? Ela prontamente tirou dois recibos de dentro do livro e perguntou-me se eu queria uma revistinha que estava em minha mão. Entreguei-lhe a revistinha, ela botou os recibos dentro e entregou-me o livro dizendo: tome, fique.
Aí eu pergunto: quantas pessoas que ele vendeu o livro, fez essa mesma coisa ou pior? Esse pelo menos veio parar em minhas mãos e está guardado. Mas quantos já se acabaram sem ninguém dar uma “olhadinha”? E o poeta chega em casa achando que as tantas pessoas que compraram seu livro, estão conhecendo seu trabalho...
Será que vale a pena fazer isso?

AJ Cardiais
07.01.2012
imagem: A.J. Cardiais

Eduquemo-nos Para as Críticas


Nós precisamos aprender que ninguém é obrigado a gostar da nossa arte. Tudo é uma questão de “identidade”. Como disse Mario Quintana: “Quando não gostamos, é porque não é da nossa família”. Então já partimos para uma coisa mais profunda.
Mas a verdade é que nós precisamos nos educar para receber os nãos da vida. Tem tanto exemplo de pessoas que venceram, apesar de terem recebido muitos nãos. 
Muitas vezes, elogiar uma arte sem ter gostado, é mais prejudicial do que falar a verdade, ou não dizer nada. Isso ilude o artista. Faz com que ele pense que está agradando, quando na verdade não está. Essa questão da educação, “por educação”, só induz ao erro. Principalmente em se tratando de arte. A pessoa pode até gostar de uns “ferros retorcidos”, sem saber porquê gostou, sem entender “patavinas” sobre escultura. Pode ficar atraída por alguns “rabiscos” em um quadro, sem entender nada sobre pintura. Pode gostar das performances do balé, pode gostar de musica “de vanguarda”... sei lá! Pode gostar de um monte de coisas sem que, para isto, precise ter algum conhecimento básico. Este conhecimento adquire-se com o tempo, com um envolvimento maior (ou não).
É lógico que eu gosto quando alguém elogia o que escrevo. Mas fico preocupado em saber até onde vai a sinceridade daquele elogio. Às vezes alguém elogia você, esperando uma retribuição. A gente vê muito disso na Sociedade: os “educados” se elogiam, se beijam, se abraçam e sorriem. Tudo isso com um perfume de falsidade. No meio literário a gente sente esse “perfume” de longe... Eu, como meu perfume é só o do sabonete, fico me lavando toda hora, pra não ficar “fedendo” no meio dos perfumados.
Mas a verdade é esta: precisamos de SINCERIDADE em todos os meios. Deixem para elogiar se realmente se sentirem “impulsionados” a fazerem isto. Caso contrario, fiquem calados. Deixem que cada um se exponha e gaste suas energias como achar melhor. Eu gasto a minha aqui, fingindo que escrevo. Faz um bem... E não precisa “elogios”.   

A.J. Cardiais
19.12.2011
imagem: óleo s/ tela de Deraldo Lima