sábado, 12 de abril de 2014

Pavilhão

















Não quero uma poesia científica.
Uma poesia ciência de nada.
Politicamente estudada,
matematicamente estruturada,
mas tudo em vão...

Eu quero a poesia do chão.
Esteticamente do chão.
Gramaticamente do chão.

Quando dizer sim, SIM!
Quando dizer não, NÃO!


A.J. Cardiais
26.10.2009
imagem: google

3 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Às vezes eu escrevo verso-livre, mas a forma me ajuda a encontrar figuras sem querer, ao tentar me adequar à forma, que daí espontaneamente aparecem as figuras de linguagem e as idéias.

Inicialmente, eu fiz muito verso-livre. Depois, segui o que li de Manuela Bandeira, orientando o povo a treinar verso acadêmico para depois fazer melhor o verso-livre. Mas, com o tempo, vi que a forma me ajudava a achar as imagens poéticas sem querer. Por isso, em geral, escrevo rimado e metrificado. Facilita-me.

fraterno abraço
Marcos

A. J. Cardiais disse...

Mario Quintana também falou sobre isto. O problema é que eu sou indisciplinado rsrsr. Eu também procurei aprender, mas o meu caso se deu ao contrário do seu: você conseguiu "expandir" seus horizontes. Já eu me senti limitado. Talvez tenha sido a falta de paciência em aprender rsrsr. E também eu só sei escrever "intuitivamente", não sei escrever tecnicamente. Acho isso muito falso. Mas minha revolta não é quanto a métrica. A minha revolta é ao tratamento que alguns "metrificadores" dão aos poemas não metrificados. O seu método é um caso à parte. Mas aposto que você já deve ter lido muitas "drogas" dos grandes mestres, que ficaram praticamente incompreensíveis, por causa da metrificação. Não leu? Gostei dessa troca de ideias. Um abraço

Marcos Satoru Kawanami disse...

Sim. Quando a idéia é muito boa, é melhor o verso livre. Quando não há uma idéia definida, eu vou pela forma que me ajuda a encontrar idéias e imagens.

E, Manuela não, Manuel Bandeira.

abraço
Marcos