sexta-feira, 29 de julho de 2016

Poetas São Tudo



Poetas são seres de plástico:
não enferrujam e são maleáveis.
Poetas são seres de elástico:
se esticam até onde podem.

Poetas são seres horríveis...
Com seus sonhos “impossíveis”,
querem que todos acordem.

Poetas podem ser tudo:
pedreiro, pintor, marceneiro,
mecânico, motorista, borracheiro,

policial, advogado, arquiteto...
O poeta, como um objeto,
é um sofrível escudo.


A.J. Cardiais
06.03.2015
imagem: Google

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

In Dependência
















Na vida tudo depende,
de como você se vende,
se prende, se rende
ou entende.

A.J. Cardiais
05.12.2015
imagem: google

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Poema Versátil




















Eu e meu poema versátil,
vivemos um momento frágil
de degustação de prazeres.
O que são saberes?
E sabores?

Eu e meu momento frágil,
maquino poemas
como quem bate palmas,
em vez de tocar a campainha...

Você entendeu esse absurdo?
Nem eu... Mas deixo livre
as emoções e as palavras.

Eu e minhas ideias tontas,
tortas e rotas,
escapamos (sem roupas)
das máquinas de lavagem
cerebral.


A.J. Cardiais
26.09.2015
imagem: google

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O Curandeiro













Ele sabe aplicar
injeção de metáforas.
Quando ele benze as palavras,
as ideias acordam
cheias de asas.

Ele reza as poesias
e elas voam,
como sinfonias,
para os olhos do absurdo.

Ele rima os astros
usando palavras ostras,
e tira pérolas
das pedras.


A.J. Cardiais
14.07.2015 
imagem: google

sábado, 18 de julho de 2015

Mercador















Poesia, poesia, poesia...
Cada poeta, com sua filosofia,
faz sua poesia louca,
soltando do céu da boca
versos cheios de harmonia.

Poesia, poesia, poesia...
Uma boa, outra ruim.
Uma assada, outra assim...
Uma faz chorar, outra faz sorrir.
Uma quer continuar,
outra quer desconstruir...

E o editor capitalista,
tira a poesia da lista
dizendo: poesia não vende!
Mas o poeta que não se rende,
joga a poesia na pista.


A.J. Cardiais
20.03.2015
imagem: google

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Beat Boys - Beat Boys (1968)





Brazilian Nuggets: Beat Boys - Beat Boys (1968): DOWNLOAD! Faixas: 01. A Felicidade 02. A Time For Remembrance 03. Meu Tamborim 04. Era uma Vez uma Menina 05. Abre, Sou Eu 06. Abrigo...

sábado, 4 de julho de 2015

Soneto Imperfeito















Não escrevo preocupado
com a perfeição da rima,
nem se vai ser “obra prima”...
Me preocupo com o riscado.

Para que escrever o poema?
Tem algum significado?
Por que escolher este tema?
Será que estou dando o ”recado”?

(Isto sou eu me arguindo)
Aí o poema vai surgindo,
até eu dar por findo.

Quando alguém me diz:
que poema lindo!
Pode até estar mentindo,

mas eu fico feliz

A.J. Cardiais
12.05.2015
imagem: google

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Evolução & Regressão

imagem: google


Parece que a humanidade avança do lado tecnológico, e regride do lado humanitário. O que mais acontece são pessoas se desentendendo, e até matando, por causa de religião, de futebol, de política, de sexo... O que está faltando na humanidade é RESPEITO. Jesus disse para amarmos uns aos outros. Mas como esta “tarefa” parece difícil, pelo menos que haja respeito entre os SERES VIVOS. Eu destaquei “seres vivos”, porque nós (humanos) precisamos respeitar também a natureza e os outros animais. Os “humanos” precisam saber que infelizmente ou felizmente, de alguma forma nós precisamos uns dos outros. Por mais que alguém tenha muito dinheiro, sempre vai precisar de uma pessoa para alguma coisa. Por mais que o dinheiro compre tudo, o (a) “endinheirado (a)” estará comprando os serviços de outras PESSOAS.  Direta ou indiretamente o rico (o pobre, o homo, o hetero, o religioso, o ateu, o negro, o branco, o cafuso, o confuso, o mameluco, o maluco, o corintiano, o flamenguista...) sempre estará precisando de alguém que faço algo que ele (a) não sabe, não quer ou não gosta de fazer. Então, pagando ou não, a gente sempre precisa de alguém. Se não tiver quem faça, ou a pessoa faz, ou fica sem fazer.  Já que não conseguimos amar, vamos respeitar nossos semelhantes e dessemelhantes.

A.J. Cardiais                                                                                                       
15.06.2015